terça-feira, 19 de abril de 2011

Albert Hofmann




Albert Hofmann (Baden, Suíça, 11 de Janeiro de 1906 — Burg im Leimental, Suíça, 29 de Abril de 2008[1]) foi um cientista suíço, e mais bem conhecido como o "pai" do LSD.

Quando estava a trabalhar na síntese dos derivados do ácido lisérgico, uma substância que impede o sangramento excessivo após o parto, descobriu acidentalmente os efeitos do LSD quando um traço da substãncia foi absorvido pela pele, de forma não intencional, um pouco desta substância e se viu obrigado a interromper o seu trabalho devido aos sintomas alucinatórios que estava a sentir. Inicialmente, foi utilizado como recurso psicoterapêutico e para tratamento de alcoolismo e disfunções sexuais.

Hofmann, depois da popularização da droga para fins não medicinais, passou a se referir ao LSD como o seu filho problemático.
" Eu produzi a substância como um remédio. Não é minha culpa se as pessoas abusavam dele."


 

Morte


Dr. Albert Hofmann em 2006, com 100 anos
Albert Hofmann morreu de ataque do coração em 29 de abril de 2008 na cidade de Burg im Leimental, próximo de Basiléia, Suíça. Ele tinha 102 anos. É irônico que o descobridor de uma droga, e pesquisador de vários outras, provavelmente usuário delas, tenha morrido com mais de cem anos de idade, sempre lúcido e muito alegre.





Fonte: http://www.youtube.com/watch?v=lWLH3TGEyj4&feature=related-
http://pt.wikipedia.org/wiki/Albert_Hofmann

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Plantas Tóxicas: perigo no jardim

 
Comigo-ninguém-pode

Existem inúmeras espécies vegetais que embora sejam ornamentais e muito apreciadas em casas, praças e jardins apresentam caráter tóxico. Entende-se por plantas tóxicas todas aquelas que, de um modo ou de outro, quando ingeridas pelo animal ou pelo homem causam danos que refletem na sua saúde ou vitalidade. São, ainda, aquelas que podem concorrer para a degeneração física ou mental quando usadas como remédio por desconhecimento de sua natureza química.
Felizmente, a maioria das plantas consideradas nocivas possui um paladar desagradável, desencorajando as pessoas a ingerir tais vegetais. O mesmo não se aplica às crianças ou às pessoas com alguma debilidade mental -que, por inocência, acabam sendo as maiores vítimas - e também os animais de estimação.
O processo de intoxicação pode ser crônico, agudo ou até fulminante. O princípio ativo age geralmente em órgãos específicos. Quanto à natureza das substâncias tóxicas, temos dois grandes grupos: o dos Alcalóides e dos Glicosídeos. Os alcalóides abrangem os entorpecentes que afetam o sistema nervoso do indivíduo, onde se destacam substâncias como a quinina, cafeína, nicotina, cocaína, morfina, estriquinina, etc. Já os glicosídeos podem atuar como veneno, agindo em diversas regiões do organismo. Dentre eles, agrupam-se a digitalina, estrofantina, apocinina, oleandrina, nerina, entre outras.
Para confirmação de qualquer suspeita, se um determinado vegetal é ou não nocivo, se apresenta ou não substâncias ativas tóxicas, recorre-se a testes laboratoriais. Hoje, sabe-se que 90% das plantas de jardim com princípios tóxicos provocam reações na pele, principalmente aquelas que secretam leite ou látex; atuam também nas mucosas mais sensíveis, causando irritações na boca, língua e garganta. Os outros 10% acarretam alterações no coração, com retardamento ou acelaração das batidas. Há também relatos de cólicas, geralmente acompanhadas de desinteria. A alergia, por ser um processo fisiológico, variável de indivíduo para indivíduo, é mais difícil de ser definida ou relacionada diretamente à determinada espécie. Remédio ou veneno - depende da quantidade
A primeira medida de segurança contra a intoxicação por vegetais ornamentais é evitar o seu cultivo em locais freqüentados por crianças, como playgrounds e jardins caseiros. Outra medida é evitar o cultivo de plantas tóxicas em vasos de interior. Uma vez constatado que houve intoxicação por ingestão de alguma planta, a pessoa dever ser levada ao pronto socorro mais próximo, de preferência levando uma amostra da planta responsável pela intoxicação. Isto é muito importante porque a identificação do vegetal vai orientar o tratamento. Segue aqui uma lista de algumas plantas ornamentais tóxicas:

Nome Científico Nome Popular Princípio Ativo Parte Tóxica
Abrus precatorius Olho-de-cabra Toxalbumina abrina Semente
Allamanda cathartica Alamanda Toxalbumina curcina Semente
Arnica montana Arnica Toxalbumina curcina Semente
Atropa belladona Beladona Glicosídeo cardiotóxico Flor e Folha
Buxus sempervirens Buxinho Buxina Folha
Codieaeum variegatum Cróton Alcalóide crotina Semente
Datura metel Saia roxa Alcalóide daturina Semente
Datura suaveolens Saia branca Alcalóide daturina Semente
Delphinium spp Esporinha Alcalóide delfina Semente
Dieffenbachia spp Comigo-ninguém-pode Estricnina Folha e Caule
Digitalis purpúrea Dedaleira Digitoxina e digitaleína Folha e Flor
Euphorbia milii Coroa-de-Cristo Toxalbumina Látex
Ficus spp Fícus Glicosídeo doliarina Látex
Jatropha curcas Pinhão Paraguaio Toxalbumina curcina Semente e Fruto
Nerium oleander Espirradeira Glicosídeo oleandrina Toda planta
Plumeria rubra Jasmim-manga Quinina Flor e Látex
Ricinus communis Mamona Toxalbumina ricina Semente
Ruta graveolens Arruda Alcalóide rutina A planta toda
Vinca major Vinca Glicosídeo vinceína Flor e Folha



Euphorbia milii - Coroa-de-Cristo
Datura suaveolens - Saia branca
Digitalis purpúrea - Dedaleira               







Fonte: http://www.jardimdeflores.com.br/PAISAGISMO/A20plantastoxicas.html

http://www.youtube.com/watch?v=Zhu0zVKCFFY&feature=related

Ervas Curativas - Curam e Ajudam na nossa Vida


Temos invocado ervas e fitoterapia para tratar os nossos males e as condições de séculos, e ainda hoje, mesmo quando muito mais é sabido sobre ervas e suas propriedades medicinais, muitos olham para eles como "charlatanismo". Grande parte do mundo médico prefere aconselhar a usar drogas sintéticas comerciais para o tratamento e cura.
As empresas farmacêuticas extraiem o que consideram ser o ingrediente ativo das ervas. Isolam-no e em seguida misturam-no com substâncias sintéticas. Infelizmente, isso pode levar a uma droga muito poderosa, mas desequilibrada. E isso é quando você pode começar a sentir efeitos secundários indesejados e até mesmo perigosos. Os ensaios clínicos de drogas são realizados no máximo durante alguns anos, enquanto que as plantas medicinais e ervas têm sido experimentadas e testadas durante centenas de anos. Eles são conhecidos por sua eficácia no tratamento de muitas doenças.

Pense sobre que tipo de tratamento prefere - químico ou através de ervas?

Os remédios podem estimular o sistema imunológico, aumentando a resistência do organismo às infecções, alergias e renovam a vitalidade do corpo. Durante séculos, a fitoterapia tem aumentado o nível de saúde em geral, na vitalidade e esperança de vida. Todos nós sabemos características benéficas da lavanda e do aloe vera, mas há uma lista interminável de ervas à sua escolha. Aqui estão apenas algumas:

- Goldenseal é conhecida pelas suas propriedades antibióticas.
- Camomila alivia a aflição do estômago, acalma os nervos, luta contra infecções, infecção, acelera a velocidades dos processos de cura e previne lesões.
- O alho é um antibiótico natural forte.  Ajuda a reduzir o colesterol e o risco de sofrer de ataques cardíacos, evitando a formação de coágulos sanguíneos. O alho também contém propriedades anti-virais.
- Ginseng é usado para aumentar a resistência, oferece proteção ao fígado de substâncias nocivas, e estimula o sistema imunológico.
- Feverfew é usado para ajudar a prevenir enxaquecas.
- Hortelã e Pimenta proporcionam alívio da indigestão.
- Auxílios Comfrey em crescimento de novas células e ajuda a cicatrizar feridas, pois contém alantoína.
- O gengibre pode reduzir o risco de ataque cardíaco por impedir coágulos de sangue e também é inestimável para a doença de movimento.

As ervas também têm sido usadas como afrodisíaco através dos tempos. Há um número que pode ser usado com segurança para aumentar o desejo sexual e desempenho para que os homens e mulheres possam tratadas a disfunção sexual, frigidez e impotência. Aqui as ervas podem funcionar de duas maneiras - uma para aliviar a ansiedade e o medo, e os outros para influenciar os hormônios.

Óleos naturais também são, evidentemente, feitos de ervas. Vai encontrar um tratamento especialmente formulado e suave para tantas circunstâncias diferentes que pode usar com segurança. Ervas tornam-se em remédios caseiros naturais muito facilmente. Pode encomendar um produto em já pronto, ou pode fervê-lo em água, pode fazer em sua casa os seus próprios remédios. Não é necessário nenhum equipamento especial ou instruções complicadas; vai economizar dinheiro e garantir a pureza e frescura. Pode facilmente fazer loções, chás, tinturas e cordiais.

Os chás de ervas são conhecidos pelas suas propriedades calmantes e por proporcionarem benefícios para a saúde por desintoxicar o organismo, limpeza do cólon e acalmar a ansiedade. Ocupando o segundo lugar após a água, o chá é a bebida mais consumida no mundo. Todos os tipos de chás têm propriedades antioxidantes por causa dos polifenóis que contêm. Os chás ervais são considerados um dos tipos mais satisfatórios e úteis de usar.

Então, se estiver interessado, faça uma descoberta natural, saber mais sobre ervas e plantas e como fazer o seu próprio tratamento fresco em sua casa. A sua saúde pode certamente sair beneficiada.



Fonte de Pesquisa: You Tube

Plantas Medicinais

Planta medicinal: é uma planta que contém substâncias bioativas. Muitas destas plantas são venenosas ou tóxicas, devendo ser usadas em doses muito pequenas para terem o efeito desejado. Na realidade, toda planta, mesmo alimentícia, pode ser potencialmente tóxica dependendo da dosagem.

Existe um grande número de espécies medicinais em todo o mundo, usadas desde tempos pré-históricos na medicina popular dos diversos povos. As plantas medicinais são utilizadas pela medicina atual (fitoterapia) em diversos países, incluindo o Brasil. Entretanto, a planta "in natura" ou pré processada utilizada pela população sem recomendação médica é uma prática denominada medicina popular (ou medicina tradicional) e obviamente tem seus riscos, como por exemplo a dificuldade em se estabelecer dose, posologia e, em alguns casos, a verdadeira identidade de algumas espécies. As propriedades medicinais (ou mesmo tóxicas) destas plantas são pesquisadas em laboratórios de empresas farmacêuticas ou de universidades e institutos de pesquisa com o intuito de se identificar as substâncias que lhes conferem as propriedades farmacológicas, ou seja, encontrar os seus princípios ativos. Nestes estudos são utilizados vários modelos, sejam eles "in vitro" ou "in vivo" com animais e, dependendo da etapa, em humanos.

As plantas medicinais podem ser estudadas na forma de extratos (aquosos, etanólicos ou em outros solventes orgânicos) a fim de se investigar seu efeito levando em consideração todas as suas substâncias presentes ou com intuito de se isolar e identificar seus princípios ativos. Tais componentes futuramente podem até vir a se tornar um fármaco. Estas substâncias bioativas na maioria são metabólitos secundários que possuem efeito biológico não apenas em humanos, mas em outros organismos, os quais, dependendo da importância, podem ser sintetizados. De acordo com a legislação brasileira estabelecida pela ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), os fitoterápicos são obtidos a partir de plantas medicinais. Entretanto, existe rigoroso controle de qualidade e uma forma farmacêutica final (comprimido, xarope, pomada), bula e informações aos pacientes, incluindo o seu registro junto ao órgão.

Fonte de pesquisa:YOU TUBE

Historia Da Bruxaria


De meados do século XIV até o fim do XVIII, um grupo de moléculas contribuiu para a desgraça de milhares de pessoas. Talvez nunca venhamos, a saber, exatamente quantas, em quase todos os países da Europa, foram queimadas na fogueira, enforcadas e torturadas como bruxa durante esse século. As estimativas variam de 40 mil a milhões. Embora entre os acusados de bruxaria, houvesse homens mulheres e crianças, camponeses e clérigos, em geral os dedos eram apontados para as mulheres-sobretudo pobres e idosas.
Propuseram-se muitas explicações para o fato de as mulheres terem se tornado as principais vítimas das ondas de histeria e delírio que ameaçaram populações inteiras durante centenas de anos. Especulamos que certas moléculas embora não inteiramente responsáveis por esses séculos de perseguição, desempenharam neles um papel substancial.
A crença na feitiçaria e na magia sempre fez parte de sociedade humana, muito antes que as caças às bruxas começassem no final a Idade Média. Ao que parece, entalhes da idade da pedra, representando figuras femininas eram veneradas por seus poderes mágicos de proporcionar fertilidade. O sobrenatural esta presente de modo abundante nas lendas de todas as civilizações antigas: divindades que assumem formas animais, monstros, deusas com o poder de enfeitiçar, magos, espectros, fantasmas, criaturas temíveis, deuses que habitavam o céu etc. a Europa pré-cristã, um mundo cheio de magia e superstição, não era exceção.
À medida que o cristianismo se espalhava pela Europa, muitos antigos símbolos pagãos foram incorporados aos rituais e celebrações da igreja. Em alguns países ainda são celebrados, como halloween, o dia das bruxas, a grande festa celta dos mortos, que assinalava o inicio do inverno, no dia 31 de Outubro, embora 1º de Novembro, dia de todos os santos, tinha sido uma tentativa da igreja para desviar as atenções das festividades pagãs. A noite de Natal foi originalmente o dia festivo romano de Saturnália. A árvore de natal e muitos outros símbolos (o azevinho, a hera, as velas) que hoje associamos ao Natal tem origem pagã.
Trabalho e tribulação
Antes de 1350 a bruxaria era vista como pratica da feitiçaria, uma maneira de tentar controlar a natureza em nosso próprio interesse. Usar sortilégios na crença de que podiam proteger safras ou pessoas, fazer encantamentos para influenciar ou prover, e invocar espíritos eram lugares-comuns. Na maior parte da Europa, a feitiçaria era aceita como parte da vida, e a bruxaria só era considerada crime se produzisse danos. As vitimas do maleficiun ou de maldade produzidas por meio do culto podiam empreender ações legais contra um bruxo, mas se fossem incapazes de provar sua acusação tornavam-se, eles próprios, passiveis de punição e tinham que pagar as custas do processo. Por esse método, evitavam-se acusações vãs. Raramente bruxos eram condenados à morte. A bruxaria não era nenhuma religião organizada, nem uma oposição organizada à religião. Não era sequer organizada. Era apenas parte do folclore.
Por volta de meados do século XIV, porém, uma nova atitude em face da bruxaria tornou-se manifesta. O cristianismo não se opunha à magia contanto que fosse sancionada pela Igreja e reconhecida como milagre. Quando conduzida fora da Igreja, porém, era considerada obra de Satã. Os feiticeiros estavam em conluio com o Diabo. A Inquisição, um tribunal da Igreja Católica originalmente estabelecida por volta de 1233 para lidar com os hereges- sobretudo no sul da França – expandiu seu mandato para lidar com a bruxaria. Segundo algumas autoridades, depois que os hereges haviam sido praticamente eliminados, os inquisitores, precisando de novas vítimas voltaram os olhos para a feitiçaria. O número de bruxos potenciais em toda a Europa era grande; a fonte possível de ganhos para os inquisitores, que partilhavam as propriedades e os bens confiscados com as autoridades locais, deviam também ser enormes. Logo bruxos estavam sendo condenados, não pela prática de malefícios, mais por terem supostamente estabelecido um pacto com o Diabo.
Esse crime era considerado tão horrendo que, em meados do século XV, as normas ordinárias do direito não se aplicavam mais a julgamentos de bruxos. Uma acusação isolada era tratada como prova. A tortura não era apenas admitida, era usada rotineiramente; uma confissão sem tortura era considerada pouco confiável – ideia que hoje parece estranha.
Os atos atribuídos aos bruxos – promover rituais orgíacos, fazer sexo com os demônios, voar em vassouras, matar crianças e comer bebês – eram em sua maior parte absurdos, o que não impedia que se acreditasse nela fervorosamente. Cerca de 90% dos acusados de bruxaria eram mulheres, e seus acusadores podiam ser tanto mulher como homens. Se os chamados caçadores de bruxas revelavam uma paranoia subjacente voltada contra as mulheres e a sexualidade feminina é uma questão por discutir. Sempre que um desastre natural acontecia, não faltavam testemunhas para atestar que uma pobre mulher, ou provavelmente um grupo delas, havia sido vista cabriolando com demônios num sabá (ou reunião de bruxas), ou voando pelos campos com um espírito malévolo – na forma de um animal como um gato – ao seu lado.
O furor tomou conta igualmente de países católicos e protestantes. No auge da paranoia da caça às bruxas, cerca de 1500 a 1650, quase não sobrou nenhuma mulher viva em nenhuma aldeia da Suíça. Em certas regiões da Alemanha houve algumas aldeias cuja população inteira foi queimada na fogueira. Na Inglaterra e na Holanda, com tudo, a perseguição frenética às bruxas nunca se tornou tão encarniçada como em outras partes da Europa. A tortura não era permitida pelas leis inglesas, embora suspeitos de bruxaria fossem submetidos à prova da água. Amarrada e jogada num poço, uma bruxa de verdade flutuava e era então regatada e devidamente punida por enforcamento. Caso afundasse e se afogasse considerava-se que fosse inocente – um consolo para a família, mas de pouca valia para a própria vida.
O terror da caça às bruxas só amainou aos poucos. Mas os acusados eram tantos que o bem-estar econômico ficou ameaçado. A medida que o feudalismo batia em retirada, e despontava o iluminismo – e que vozes de homens e de mulheres d coragem, que se arriscavam a ir para a forca ou para a fogueira por se oporem aquela loucura foram se levando -, a mania que assolara a Europa durante séculos foi se reduzindo gradativamente. Nos Países Baixos, a última execução de uma bruxa ocorreu em 1610, e na Inglaterra, em 1685. As últimas bruxas executadas na Escandinávia – 85 mulheres idosas queimadas na fogueira em 1699 foram condenadas com base exclusivamente em depoimentos de crianças pequenas, que afirmaram ter voado com elas para sabás.
No século XVIII, a execução por bruxaria havia cessado: na Escócia em 1727, na França em 1745, na Alemanha em 1755, na Suíça em 1782 e na Polônia em 1793. Mas embora a igreja e o Estado tivessem deixado de executar bruxas, o tribunal da opinião pública mostrou-se menos disposto a abandonar o temor e a aversão à bruxaria adquirida em séculos de perseguição. Em comunidades rurais mais remotas, as velhas crenças continuaram dominando, e não poucos suspeitos de bruxaria perderam a vida – ainda que não por diante oficial – de maneira violenta.
Muitas mulheres acusadas de bruxaria eram herboristas competentes no uso de plantas locais para curar doenças e mitigar dores. Muitas vezes forneciam poções do amor, faziam encantamentos e desfaziam bruxarias. O poder de curar que algumas ervas realmente tinham era visto como tão magico quanto os encantamentos e rituais que cercavam as demais cerimonias que realizavam.
Usar e receitar remédios a base de ervas era, na época – como agora - , um negocio arriscado. As diversas partes de uma planta contêm níveis diferentes de compostos eficazes; plantas colhidas em lugares diferentes podem variar em poder curativo; e a quantidade necessária de uma planta para produzir uma dose apropriada pode variar segundo a época do ano. Muitas plantas podem ser de pouca valia num elixir, enquanto outras contêm medicações extremamente eficazes, mas também mortalmente venenosas. As moléculas dessas plantas podiam aumentar a reputação de uma herboristas como feiticeira, mas o sucesso podia ele próprio acabar sendo fatal para essas mulheres. As herboristas com maior capacidade de curar podiam ser as primeiras rotuladas de feiticeiras.

terça-feira, 12 de abril de 2011

LSD

Indivíduo ávido por LSD.

O LSD, acrônimo de dietilamida ácido lisérgico, produz grandes alterações no cérebro, atuando diretamente sobre o sistema nervoso e provocando fenômenos psíquicos, como alucinações, delírios e ilusões. É uma substância sintética, produzida em laboratório, que adquiriu popularidade na década de 60, quando não era vista como algo prejudicial à saúde.

Pode ser consumida por via oral, injeção ou inalação, e se apresenta em forma de barras, cápsulas, tiras de gelatina e líquida; seus efeitos duram de oito a doze horas.

Os efeitos físicos dessa droga são: dilatação das pupilas, sudorese, aumento da freqüência cardíaca e da pressão arterial, aumento da temperatura, náuseas, vômitos. Os sintomas psíquicos são alucinações auditivas e visuais, sensibilidade sensorial, confusão, pensamento desordenado, perda do controle emocional, euforia alternada com angústia, dificuldade de concentração.

É importante destacar que os efeitos do LSD dependem do ambiente, da qualidade da droga e da personalidade da pessoa.

O LSD é mais usado por adolescentes e jovens, com o intuito de ter visões e sensações novas e coloridas, pois as formas, cheiros, cores e situações se modificam, levando a pessoa a criar ilusões e delírios, como por exemplo, paredes que escorregam, mania de grandeza e perseguição. Pode ocorrer também um “flashback”, fenômeno onde são sentidos os efeitos da droga após um período de semanas ou meses sem usá-la.

O LSD é conhecido também com outros nomes como doce, ácido, gota, papel, microponto.